sexta-feira, 4 de novembro de 2022

A NEGLIGÊNCIA DO DEVER

 


Você certamente já conheceu alguém que reunia as condições necessárias para resolver uma situação/conflito, mas que por receio de desagradar a ‘alguns’ optou por abster-se e ficar em cima do muro. Provavelmente eu e você em algum momento já agimos assim também.

Por causa de não-decisões, muitas questões deixam de ser resolvidas e seguem incorrendo em erros que poderiam ter sido corrigidos e melhorados favorecendo não apenas a alguns, mas talvez a maioria.

Há uma frase atribuída ao filósofo inglês Edmund Burke que diz o seguinte: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. De fato, se temos consciência de que podemos agir para fazer o bem e mudar o que está errado, precisamos ao menos tentar, é um dever principalmente do cristão, mas sempre buscando sabedoria e prudência. É importante lembrar do que a bíblia nos ensina lá em Tiago(cap. 4, v.17): “Portanto, pensem nisto: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz comete pecado.” Nem sempre vai dar certo, mas com certeza vamos chamar a atenção para as divergências e mostrar que algo não está funcionando como deveria. Não podemos negligenciar o dever de fazer o que é correto, caso contrário será o mesmo que lavar as mãos e ficar esperando para ver no que vai dar.

Foi dessa forma que Pôncio Pilatos agiu no julgamento de Jesus Cristo diante dos fariseus e do povo. O então governador da Judéia não interveio na condenação de Jesus mesmo declarando não ter encontrado nele culpa e querendo soltá-lo como consta em Lucas 1:22: “Então ele [Pilatos] pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.” Para sair do impasse, Pilatos deixou de agir com justiça mesmo tendo poder para isso e acatou o clamor dos revoltosos para que soltasse um homicida chamado Barrabás e condenasse o filho de Deus à morte de cruz: “Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam. Então, Pilatos julgou que deveria fazer o que eles pediam. Soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou a Jesus à vontade deles”. O que aconteceu na sequência nós já sabemos porque a bíblia nos conta. Porém, para nós que cremos, sabemos que tudo isso foi necessário para que se cumprissem os planos de Deus para a humanidade. Sugiro que você leia na íntegra o evangelho de Lucas (cap. 23, v. 1-25) onde está descrito este episódio.

Sabedoria, prudência e justiça. Como praticar estes atributos? Buscando em Deus o entendimento necessário, porque somos dependentes da justiça que Dele procede, uma vez que nosso coração é enganoso e incapaz de garantir a própria justiça. Os fariseus se achavam sábios e justos aos seus próprios olhos e dessa forma se afastavam de Deus.

O rei Salomão, que é conhecido como o homem mais sábio que já existiu, escreveu o seguinte conselho no livro de Provérbios (cap.3, v.7): “Não sejais sábios a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.” Portanto, que venhamos a fazer o bem sempre que pudermos e o que é certo por amor a Deus e ao nosso próximo. Busquemos no Senhor a sabedoria necessária e confiança Naquele que prepara o nosso caminho. Amém!

Leia a Bíblia!

Nenhum comentário:

Postar um comentário