Você certamente já conheceu alguém que reunia as condições
necessárias para resolver uma situação/conflito, mas que por receio de
desagradar a ‘alguns’ optou por abster-se e ficar em cima do muro.
Provavelmente eu e você em algum momento já agimos assim também.
Por causa de não-decisões, muitas questões deixam de ser
resolvidas e seguem incorrendo em erros que poderiam ter sido corrigidos e
melhorados favorecendo não apenas a alguns, mas talvez a maioria.
Há uma frase atribuída ao filósofo inglês Edmund Burke que
diz o seguinte: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. De
fato, se temos consciência de que podemos agir para fazer o bem e mudar o que está errado,
precisamos ao menos tentar, é um dever principalmente do cristão, mas sempre buscando sabedoria e prudência. É importante
lembrar do que a bíblia nos ensina lá em Tiago(cap. 4, v.17): “Portanto, pensem nisto: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz
comete pecado.” Nem sempre vai dar certo, mas com certeza vamos chamar a
atenção para as divergências e mostrar que algo não está funcionando como
deveria. Não podemos negligenciar o dever de fazer o que é correto, caso contrário será o mesmo que lavar as mãos e ficar esperando para
ver no que vai dar.
Foi dessa forma que Pôncio Pilatos agiu no julgamento de
Jesus Cristo diante dos fariseus e do povo. O então governador da Judéia não
interveio na condenação de Jesus mesmo declarando não ter encontrado nele culpa
e querendo soltá-lo como consta em Lucas 1:22: “Então ele [Pilatos] pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez
este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.”
Para sair do impasse, Pilatos deixou de agir com justiça mesmo tendo poder para
isso e acatou o clamor dos revoltosos para que soltasse um homicida chamado
Barrabás e condenasse o filho de Deus à morte de cruz: “Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E
os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam. Então, Pilatos
julgou que deveria fazer o que eles pediam. Soltou-lhes o que fora lançado na
prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou a Jesus
à vontade deles”. O que aconteceu na sequência nós já sabemos porque a bíblia
nos conta. Porém, para nós que cremos, sabemos que tudo isso foi necessário
para que se cumprissem os planos de Deus para a humanidade. Sugiro que você leia
na íntegra o evangelho de Lucas (cap. 23, v. 1-25) onde está descrito este
episódio.
Sabedoria, prudência e justiça. Como praticar estes atributos? Buscando em Deus o entendimento necessário, porque somos dependentes da justiça que Dele procede, uma vez que nosso coração é enganoso e incapaz de garantir a própria justiça. Os fariseus se achavam sábios e justos aos seus próprios olhos e dessa forma se afastavam de Deus.
O rei Salomão, que é conhecido
como o homem mais sábio que já existiu, escreveu o seguinte conselho no livro
de Provérbios (cap.3, v.7): “Não sejais
sábios a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.” Portanto,
que venhamos a fazer o bem sempre que pudermos e o que é certo por amor a Deus
e ao nosso próximo. Busquemos no Senhor a sabedoria necessária e confiança Naquele
que prepara o nosso caminho. Amém!
Leia a Bíblia!
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