domingo, 27 de abril de 2025

"TENDE BOM ÂNIMO, EU VENCI O MUNDO." O QUE PODEMOS APRENDER COM JESUS EM JOÃO 16:33?




Este breve estudo tem como objetivo nos ajudar, em poucas linhas,  a refletir, expor e a aplicar um dos mais importantes (e belos) ensinamentos de Jesus para a nossa vida. O tema é: O que podemos aprender com Jesus em João 16:33?

O versículo-chave é João 16:33. "Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo."


1. O CONTEXTO DE JOÃO 16:33

Este versículo faz parte das últimas palavras de Jesus antes da sua crucificação. Jesus está preparando os discípulos para os desafios que enfrentarão após sua partida. Ele os encoraja a confiar n´Ele, mesmo diante de perseguições.


2. O AVISO DE JESUS: "NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES".

Jesus não promete uma vida sem problemas, mas nos alerta que enfrentaremos dificuldades. Essas aflições podem ser de diferentes tipos como:

- Tribulações pessoais (doenças, perdas, crises emocionais).

- Oposição espiritual: (ataques contra a fé, dúvidas, tentações).

- Rejeição pelo mundo (perseguição por seguir a Cristo, conflitos morais e éticos).

Esse aviso nos prepara para lidarmos com os desafios sem sermos surpreendidos. Cientes disso, sabemos onde encontrar a força e a motivação para não nos desesperarmos e não permitirmos que as circunstâncias nos paralisem e nos façam desistir. 


3. A PROMESSA DE PAZ: "PARA QUE EM MIM TENHAIS PAZ."

A paz que Jesus oferece não é a ausência de problemas, mas uma segurança  interior que vem da confiança n´Ele. Essa paz é diferente da paz do mundo, que depende das circunstâncias como o próprio Jesus afirma em João 14, no versículo 17: "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize."

Como podemos encontrar essas paz?

- Através da oração, como Paulo ensina em Filipenses 4, versos 6 e 7:

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus."

- Pela confiança nas promessas de Deus:

De todas as boas promessas do Senhor à nação de Israel, nenhuma delas falhou; todas se cumpriram.” (Josué 21:45)

- Buscando um relacionamento diário com Cristo:

"Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Pois, assim como um ramo não pode produzir frutos se não estiver na videira, vocês também não poderão produzir frutos a menos que permaneçam em mim. Sim, eu sou a videira; vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, produz muito fruto. Pois, sem mim, vocês não podem fazer coisa alguma. Quem não permanece em mim, é jogado fora, como um ramo imprestável, e seca. Esses ramos são ajuntados num monte para serem queimados. Mas, se vocês permanecerem em mim e minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e isso lhes será concedido!" (João 5:4-7)

4 - O ENCORAJAMENTO DE JESUS: "TENDE BOM ÂNIMO."

Jesus não apenas avisa sobre as aflições, mas também nos encoraja a permanecermos firmes.

Ter bom ânimo significa enfrentar os desafios com fé e coragem. Na bíblia encontramos diversos exemplos de pessoas que tiveram bom ânimo em momentos muito difíceis, veja alguns:

- Davi enfrentando Golias (1Samuel 17).

- Paulo e Silas cantando na prisão (Atos 16:25).

- José suportando injustiças e se tornando governador do Egito (Gênesis 50:20).


5. A VITÓRIA DE CRISTO: "EU VENCI O MUNDO."

A maior garantia da nossa fé é que Jesus já venceu! Ele venceu:

- O PECADO, oferecendo-nos salvação e reconciliação com Deus.

- A MORTE, ressuscitando ao terceiro dia.

- O DIABO, derrotando suas obras na cruz.

Essa vitória nos dá esperança de que, mesmo nas dificuldades, não estamos sozinhos e temos a promessa de vida eterna.


6. APLICAÇÃO PRÁTICA PARA A NOSSA VIDA

- Não desanimar diante das dificuldades, pois Jesus já nos alertou que elas viriam;

- Buscar a paz em Cristo através da oração, meditação na Palavra e confiança em Deus;

- Permanecer firmes na fé lembrando que a vitória já foi conquistada por Jesus;

- Viver com coragem e esperança sabendo que os desafios são temporários, mas a vitória em Cristo é eterna.

Mantenha seu coração aberto aos ensinamentos de Jesus, grave suas palavras, tenha bom ânimo e viva uma vida de maneira que O agrada. Amém!


Bíblias utilizadas nas versões ARC e NVT.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

A porta que Deus abre ninguém fecha


Deus tem promessas maravilhosas para aqueles que permanecem fiéis e persistentes na sua Palavra.
Ele é o nosso refúgio e Dele vem o nosso socorro. Ninguém é capaz de impedir o propósito de Deus e tão pouco de frustrar Seus planos. Ele tem o controle de tudo e tem um propósito para cada um de nós. Assim como a promessa feita à igreja de Filadélfia, que mesmo fraca se manteve fiel, também será conosco.
Mantenha-se firme na Palavra, creia nas promessas de Deus e no amor de seu filho Jesus. Ore muito e com sinceridade agradeça, porque, a porta que Ele abre para nós, ninguém pode fechar.

Leia: Apocalipse 3:7-13

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

A FIDELIDADE DE DEUS

 



A ideia principal deste texto é refletirmos sobre a fidelidade de Deus. Se você conhece pelo menos um pouco dos textos bíblicos, já percebeu que a fidelidade de Deus é um ponto comum em toda a narrativa bíblica. E para você, o que é fidelidade?

Você já reparou que quando perguntamos a alguém ou somos perguntados sobre sermos uma pessoa fiel, a resposta é quase sempre a mesma: sim, eu sou fiel! Ou logo emendamos uma condição do tipo “eu sou fiel até que...”, “sou fiel enquanto...”, “sou fiel se o outro for fiel”, “sou fiel dependendo de...”. Logo concluímos que ser fiel é um adjetivo muito bom e todos queremos ser fiéis, ou pelo menos parecer fiéis aos olhos dos outros. Mas e quanto a ser fiel aos olhos de Deus já que ninguém o vê? Não podemos esquecer que nada fica oculto aos olhos de Deus.

Primeiramente, ao pesquisar em algumas fontes o conceito de fidelidade, encontrei algumas definições que, ao meu ver, descrevem de forma clara o que comumente entendemos por fidelidade seja nas nossas relações ou compromissos. Para ajudar na composição deste texto, separei apenas estas duas fontes a seguir.

https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/fidelidade

1 Característica ou qualidade do que é fiel, do que respeita alguém ou algo; lealdade.

2 Constância nas afeições e nos compromissos assumidos com pessoas ou instituições.

3 Compromisso de não cometer traição ao parceiro numa relação amorosa.

4 Constância de atitudes ou de hábitos.

5 Compromisso rigoroso com o conhecimento ou com a verdade.

https://www.significados.com.br/fidelidade/

[1] Fidelidade é o termo com origem no latim fidelis, que significa uma atitude de quem é fiel, de quem tem compromisso com aquilo que assume. É uma característica daquele que é leal, que é confiávelhonesto e verdadeiro.

[2] Ter fidelidade é uma expressão usada para nominar aquilo que tem constância. Ex: A fidelidade de um cliente, a fidelidade de um amigo etc.

[3] Fidelidade é uma das características de Deus, e significa que Deus não desiste, não vira as costas, não abandona os seus filhos. Deus também espera que os seus filhos expressem fidelidade em relação a Ele. [O destaque em negrito neste parágrafo é por minha conta].

Note que ambas apresentam definições semelhantes, porém na segunda fonte encontramos uma menção referente à fidelidade de Deus. Esse é o ponto central do texto.

Na bíblia encontramos diversas passagem das promessas de Deus e do amor de seu filho Jesus Cristo que expressam a sua fidelidade.

Esta palavra é digna de confiança: Se morremos com Ele, com Ele também viveremos;

se perseveramos, com Ele também reinaremos. Se o negamos, Ele também nos negará;

se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.” (2 Timóteo 2:11-13 - NVI)

Jesus é fiel, portanto não pode ser diferente, ou estaria mentindo. Esta passagem está na segunda carta que o apóstolo Paulo escreveu na prisão ao seu discípulo Timóteo. Nela, Paulo o exorta a se fortalecer na graça de Cristo e o instrui a transmitir seu testemunho a homens fiéis e capacitados para discipular a outros. Homens esses comprometidos com o evangelho e crentes das promessas de Deus e da salvação em Cristo.

Em outra passagem, no Antigo Testamento, Moisés recita em voz alta um cântico dado a ele por Deus e diante de toda a congregação israelita reafirma o caráter fiel e justo de Deus. Moisés recorda ao povo o quanto o Senhor é bom e fiel aos seus filhos e que mesmo assim eles tem se entregado ao pecado.

Ele é a Rocha, as suas obras são perfeitas, e todos os seus caminhos são justos. É Deus fiel, que não comete erros; justo e reto Ele é.” (Deuteronômio 32:4 – NVI)

Isso quer dizer que no tempo determinado de Deus receberemos a sua justiça, segundo o seu julgamento que é reto e perfeito.

Deus é fiel e espera que sejamos fiéis também. Quando oramos e clamamos pelo auxílio de Deus, em nome de Jesus, devemos entender que no tempo certo Dele para cada um de nós, seremos atendidos. Se por acaso não acontecer como gostaríamos, certamente foi livramento dado e algo melhor Ele tem para nós. Ainda assim precisamos ser gratos. É aqui que a nossa fé entra em ação. Porém se não estivermos fortalecidos na fé e permitirmos que a dúvida abale nosso coração, ficamos propensos as murmurações, ao desânimo e a descrença.

Muitas vezes buscamos subterfúgios para realizar as coisas do nosso jeito. Agindo no desespero, corremos o risco de negar a Deus e tomar decisões contrárias a sua vontade. Assim vamos deixando de ser fiéis ‘só um pouquinho’ e vamos dando um jeitinho. Por nada, começamos a acreditar que não precisamos do Senhor e que podemos fazer o queremos do nosso jeito. Por isso ore, ore o tempo todo, não desista e se mantenha fiel, por que Ele não desiste. Ele ouve nossas orações, Ele permanece fiel. Acima de tudo, agradeça, porque Deus é bom o tempo todo!

Antes de terminar, gostaria de deixar também aqui, um exemplo que não poderia faltar, um salmo de Davi. O Salmo 101 apresenta os deveres de um bom governante. Como uma promessa, o salmista afirma que detesta os infiéis e não se agrada de suas atitudes, e que buscará os que são fiéis para habitarem com ele.

Cantarei a lealdade e a justiça. A ti, Senhor, cantarei louvores!

Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro.

Repudiarei todo mal. Odeio a conduta dos infiéis; jamais me dominará!

Longe estou dos perversos de coração; não quero envolver-me com o mal.

Farei calar ao que difama o próximo às ocultas. Não vou tolerar o homem de olhos arrogantes e de coração orgulhoso.

Meus olhos aprovam os fiéis da terra, e eles habitarão comigo. Somente quem tem vida íntegra me servirá.

Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença.

Cada manhã fiz calar todos os ímpios desta terra; eliminei todos os malfeitores da cidade do Senhor.” (Salmos 101:1-8 - NVI)

O homem que foi segundo o coração de Deus, apesar dos erros cometidos, obteve o perdão pois sempre foi fiel, colocando o Senhor a frente de suas empreitadas, buscando seus conselhos e dedicando a Ele todas as suas conquistas. Mesmo após ter pecado, Davi fez o que era certo aos olhos de Deus e reconheceu o seu erro, se arrependeu e aceitou resignado as consequências do seu pecado. Buscou o perdão do Senhor e foi abençoado até o fim dos seus dias. Este é um dos maiores exemplos de fidelidade. A vida de Davi nunca foi fácil, mas ele andava com Deus.

E assim tiveram outros antes e depois dele como Noé, Abraão, Isaque, Jacó, José, Paulo entre muitos homens e mulheres que dedicaram suas vidas a servir fielmente ao Senhor e anunciar o nosso Salvador Jesus Cristo.

Não vamos esquecer portanto de colocarmos Deus adiante das nossas causas, de consagrarmos a Ele tudo o que fazemos. Podemos nos achegar a Ele ainda mais por intermédio de Jesus, nosso único e verdadeiro salvador. Saibamos ser fiéis e agradecidos por cada dia de nossas vidas.

A Ele seja dada toda honra e toda a glória!  

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

A ÁRVORE DA VIDA E JESUS - O PÃO DA VIDA

 

Esse texto é uma breve reflexão sobre dois temas na bíblia que sempre me chamaram atenção. O primeiro é sobre a árvore da vida, que consta lá no livro de Gênesis e o segundo é sobre o pão da vida, que é Jesus Cristo.

O livro de Gênesis nos conta que Deus plantou duas árvores no meio jardim do Éden e que uma trazia vida e a outra trazia morte. Eram elas a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal (cap.2, v.9). Então Deus colocou o homem no jardim para zelar e nele cultivar suas plantações, porém deu a seguinte ordem: “Comerás livremente o fruto de qualquer espécie de árvore que está no jardim, contudo, não comerás da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comerdes, com toda certeza morrerás!” (cap. 2, v.16-17). Essa foi a única restrição imposta por Deus em relação ao fruto de uma das árvores. E foi justamente contra esse alerta que a serpente argumentou e convenceu a mulher a desobedecer usando a seguinte alegação: “Com toda certeza não morrereis! Ora, Deus sabe que, no dia que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e vós, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal!” (cap.3, v. 4-5).  Deus foi bem específico quando ordenou que não comessem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal porque morreriam, porém sobre a árvore da vida não impôs restrição alguma, ou seja, poderiam comer dela livremente.

Mais adiante, após a desobediência que levou à queda do homem, Deus declara (cap. 3, v.22-24): “Eis que agora o ser humano tornou-se como um de nós, conhecendo o bem e o mal. Não devemos permitir que ele também estenda a sua mão e tome do fruto da árvore da vida e comendo-o possa viver para sempre!” Por isso o Senhor expulsou o ser humano do jardim do Éden e fez que ele lavrasse a terra da qual havia sido formado. Deus baniu Adão e Eva e no leste do jardim do Éden estabeleceu seus querubins e uma espada flamejante que se movia em todas as direções, evitando assim que alguém tivesse acesso à árvore da vida.” Assim fomos proibidos de comer também dessa árvore e como consequência o homem se tornou mortal e sujeito a todo tipo de dificuldades, trabalho pesado e doenças vivendo nesse mundo onde conhecemos literalmente o que é o bem e o mal.

Mas nosso Deus foi por demais misericordioso e apesar da desobediência do homem nos concedeu uma chance de gozar novamente da vida eterna junto a Ele. Esta chance veio na pessoa de Jesus Cristo, aquele que é o pão da vida e que nos diz lá em João (cap. 14, v. 6): “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”. Sim, Ele é o único caminho para a vida eterna e é somente crendo e obedecendo fielmente que estaremos juntos com o Pai novamente.

No evangelho de João (cap. 6, vv. 48-51) Jesus revela: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e estão mortos. Este é o pão que desce do céu, para que todo o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que deverei dar pela vida do mundo é a minha carne.” E em João (cap. 6, v. 35) diz aos discípulos: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.” Aleluia!

Cristo nos deixou esta declaração para que durante o tempo em que vivermos aqui, lembremos que Ele é o alimento do qual precisamos para a salvação da nossa alma. Nosso Pai que é rico em amor, misericórdia e perdão não nos abandonou sem a possibilidade de refletirmos sobre o erro cometido lá no Éden e sem a chance de estarmos novamente com Ele. Seus planos são sempre perfeitos. A Palavra nos revela em João 3:16 a totalidade do caráter de Deus e de seu amor para conosco: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Aleluia! Ele nos enviou seu único filho para ser o caminho de volta. Deus nos restringiu a árvore da vida, mas nos deu acesso total ao pão da vida. Jesus veio a este mundo para cumprir a vontade do Pai, anunciar o reino dos céus, pregar a salvação e nos resgatar de um fim de sofrimento eterno. 

A cada estudo da Palavra devemos nos perguntar: Como estamos nos alimentando? Estamos ouvindo e praticando os ensinamentos de Jesus? Estamos crendo no que Ele diz? Nossa alma anseia pelo alimento divino ou está satisfeita com os banquetes do mundo? Em Mateus (cap.4, v.4) quando Jesus foi tentado no deserto, Ele respondeu a Satanás: “Está escrito: 'Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus’". Vamos pensar sobre isso. Vamos anunciar o evangelho; falar do amor, da bondade e principalmente da justiça de Deus; o evangelho que João Batista já anunciava enquanto aguardava a chegada do Cordeiro que viria para tirar os pecados do mundo. João pregava um “batismo de arrependimento para perdão dos pecados.” (Marcos 1:4). Vamos buscar arrependimento sincero e nos alimentar do pão da vida enquanto temos tempo, pois ninguém escapará da justiça de Deus.

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

A NEGLIGÊNCIA DO DEVER

 


Você certamente já conheceu alguém que reunia as condições necessárias para resolver uma situação/conflito, mas que por receio de desagradar a ‘alguns’ optou por abster-se e ficar em cima do muro. Provavelmente eu e você em algum momento já agimos assim também.

Por causa de não-decisões, muitas questões deixam de ser resolvidas e seguem incorrendo em erros que poderiam ter sido corrigidos e melhorados favorecendo não apenas a alguns, mas talvez a maioria.

Há uma frase atribuída ao filósofo inglês Edmund Burke que diz o seguinte: “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada”. De fato, se temos consciência de que podemos agir para fazer o bem e mudar o que está errado, precisamos ao menos tentar, é um dever principalmente do cristão, mas sempre buscando sabedoria e prudência. É importante lembrar do que a bíblia nos ensina lá em Tiago(cap. 4, v.17): “Portanto, pensem nisto: Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz comete pecado.” Nem sempre vai dar certo, mas com certeza vamos chamar a atenção para as divergências e mostrar que algo não está funcionando como deveria. Não podemos negligenciar o dever de fazer o que é correto, caso contrário será o mesmo que lavar as mãos e ficar esperando para ver no que vai dar.

Foi dessa forma que Pôncio Pilatos agiu no julgamento de Jesus Cristo diante dos fariseus e do povo. O então governador da Judéia não interveio na condenação de Jesus mesmo declarando não ter encontrado nele culpa e querendo soltá-lo como consta em Lucas 1:22: “Então ele [Pilatos] pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.” Para sair do impasse, Pilatos deixou de agir com justiça mesmo tendo poder para isso e acatou o clamor dos revoltosos para que soltasse um homicida chamado Barrabás e condenasse o filho de Deus à morte de cruz: “Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos e os dos principais dos sacerdotes redobravam. Então, Pilatos julgou que deveria fazer o que eles pediam. Soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou a Jesus à vontade deles”. O que aconteceu na sequência nós já sabemos porque a bíblia nos conta. Porém, para nós que cremos, sabemos que tudo isso foi necessário para que se cumprissem os planos de Deus para a humanidade. Sugiro que você leia na íntegra o evangelho de Lucas (cap. 23, v. 1-25) onde está descrito este episódio.

Sabedoria, prudência e justiça. Como praticar estes atributos? Buscando em Deus o entendimento necessário, porque somos dependentes da justiça que Dele procede, uma vez que nosso coração é enganoso e incapaz de garantir a própria justiça. Os fariseus se achavam sábios e justos aos seus próprios olhos e dessa forma se afastavam de Deus.

O rei Salomão, que é conhecido como o homem mais sábio que já existiu, escreveu o seguinte conselho no livro de Provérbios (cap.3, v.7): “Não sejais sábios a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.” Portanto, que venhamos a fazer o bem sempre que pudermos e o que é certo por amor a Deus e ao nosso próximo. Busquemos no Senhor a sabedoria necessária e confiança Naquele que prepara o nosso caminho. Amém!

Leia a Bíblia!

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

SOBRE O LIVRO DO PROFETA JONAS

 


CONSIDERAÇÕES ACERCA DO LIVRO DE JONAS

Dia desses peguei a bíblia e abri no livro de Jonas. Eu já o tinha lido antes, mas dessa vez foi diferente porque ao final da leitura eu fiquei refletindo e percebi que em tantos momentos ainda sou como Jonas e reconheci que perdoar e agir com misericórdia nem sempre é fácil.

Jonas é um livro pequeno composto de apenas quatro capítulos.

No primeiro capítulo Deus ordena ao profeta Jonas que vá até a cidade de Nínive com a missão de pregar contra ela e anunciar a sua destruição por causa da sua malignidade. Jonas com medo, foge da presença do Senhor e ao invés de ir para Nínive, toma um navio para a cidade de Társis. Ao longo da viagem Deus envia uma forte tempestade que causa pânico aos ocupantes do navio o que faz com que eles passem a orar cada um para seu próprio deus e clamar por suas vidas. Enquanto isso, Jonas dorme profundamente no porão do navio o que causa grande desconfiança na tripulação. Ao ser questionado, ele conta sua história e assume que o que está acontecendo é culpa sua então diz que devem lançá-lo ao mar, pois sabe que só assim a tempestade vai passar. Os marinheiros ainda tentam levar o navio seguro para a terra, porém o mar fica cada vez mais revolto. Por isso eles suplicam a Deus por suas vidas e lançam Jonas ao mar que logo se acalma. Com isso, passam a louvar e adorar ao Senhor oferendo sacrifícios e fazendo votos. Contudo, Deus envia um grande peixe que engole Jonas e dentro do qual ele passa três dias e três noites.

No segundo capítulo temos a oração de Jonas na qual ele reconhece que esteve à beira da morte e longe da presença de Deus. No entanto sua oração sobe até a presença do Senhor e Jonas promete oferecer sacrifícios com voz de ações de graças e cumprir fielmente tudo o que prometeu. Então Deus ordena ao peixe vomitar Jonas na praia.

No terceiro capítulo vemos Deus falando novamente com Jonas acerca de sua missão em Nínive.  O profeta entra na cidade e durante um dia inteiro proclama conforme o Senhor lhe havia orientado: “Eis que daqui a quarenta dias Nínive será destruída”. (cap.3, v.4). Então todos creram, reconheceram seus pecados e se arrependeram, inclusive o rei que baixou um decreto proclamando um jejum (até mesmo entre os animais) ordenando ao povo que abandonasse os maus caminhos e clamasse a Deus a fim de que Ele desistisse de destruí-los. E Deus observou a conversão daquele povo e atendeu as suas orações e decidiu não destruir a cidade como havia ameaçado.

O quarto e último capítulo mostra a ira de Jonas por causa da misericórdia de Deus e seu amor para com o próximo. Ele reconhece que Deus é bom e perdoa aqueles que se arrependem sinceramente. No entanto, não se conforma por Deus ter perdoado aquele povo mau e pecador o qual antes havia ameaçado destruir. Jonas inconsolável a ponto de preferir morrer do que continuar vivendo, vai para longe para ficar observando o que mais aconteceria com aquela cidade, mas Deus ainda prepara uma lição para Jonas e que também nos é um grande ensinamento. O Senhor faz crescer um arbusto para fornecer sombra e conforto a Jonas que fica bastante alegre. Porém, no outro dia Deus envia uma lagarta que destrói o arbusto deixando Jonas exposto ao calor intenso o que o faz quase perder os sentidos. Logo ele passa a lamentar e novamente diz que prefere morrer a continuar vivendo, ao que Deus questiona Jonas como seria possível ele se compadecer de uma planta que sequer havia cuidado, pois ela nasceu em uma noite e morreu na outra? E como poderia Ele então, o próprio Deus não se compadecer de mais de cento e vinte mil seres humanos que sequer sabiam distinguir a mão direita da esquerda, quanto mais o bem do mal?

 O que podemos aprender com o livro de Jonas?

Uma primeira lição é que não podemos nos esconder de Deus. Sabemos que Ele é onipresente, e não importa o quão longe possamos ir Ele estará lá. Jonas tentou fugir da presença de Deus e teve consequências ao longo da viagem.

Assim como Jonas, por medo ou teimosia, recusamos ao chamado do Senhor e atraímos sofrimento para nossa vida. O que Deus espera de nós é que tenhamos fé e confiança Nele, porque é Ele quem nos sustenta ao longo do caminho. Essa confiança vamos adquirindo quando reavivamos nossa fé e cremos nas suas promessas. É lendo a Palavra, orando e buscando por Ele diariamente que nos aproximamos mais de Deus. Em nossas orações devemos sempre pedir para que Ele nos conduza ao centro da sua vontade tornando nossos ouvidos sensíveis e atentos à sua voz. Nos momentos de dúvida e de medo é quando mais devemos nos prostrar diante Dele e admitir que somos totalmente dependentes da Sua vontade assim como o próprio Jesus o fez antes de ser preso no Getsêmani (Mateus 26:39): “E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo:  Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.

Outra lição que Jonas nos ensina é que Deus é soberano e seus planos são perfeitos. Quando Deus envia a tempestade e o pânico toma conta da tripulação todos passam a orar, cada um para os seu deus. O capitão do navio vai conversar com Jonas que confessa sua origem e a sua desobediência ao Senhor. Nesse momento o capitão crê e faz o que o profeta o orienta que é lança-lo ao mar para acalmar a tempestade e então todos creem (Jonas 1:14-16): “Por isso clamaram ao Senhor, e disseram: Nós te rogamos, ó Senhor, que não pereçamos por causa da vida deste homem, e que não ponhas sobre nós o sangue inocente; porque tu, Senhor, fizeste como te aprouve. Então levantaram a Jonas, e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. Temeram, pois, os homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor, e fizeram votos.”

Os homens do navio creram e obedeceram obtendo assim a graça e o perdão de Deus por reconheceram que Ele é soberano. O mesmo aconteceu quando Jonas foi engolido pelo peixe e dentro dele se arrependeu e orou buscando pelo Senhor. Ele foi poupado e recebeu uma segunda chance para cumprir o seu chamado.

Deus é misericordioso mesmo quando nem merecermos e Ele nos perdoa e nos ajuda. A ira de Jonas se deu por não compreender naquele momento a graça desse amor e a misericórdia de Deus para com os pecadores.

Para o homem que era um profeta chamado pelo próprio Deus foi difícil assimilar tamanho ato de amor. Será que para nós também não o seria em algum momento? Não cabe a nós questionarmos a vontade de Deus. Sabemos que Ele é o criador de tudo e que antes Dele nada existia. Como está escrito em Romanos 9:19-20: Certamente me perguntarás: “Por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem pode se opor à sua vontade?Todavia, quem és tu, ó homem, para questionares a Deus? “Acaso aquilo que é criado pode interpelar seu criador dizendo: ‘Por que me fizeste assim?’ ...”

Assim como foi para Jonas, certamente o ato de perdoar já foi muito difícil para mim e para você, ainda mais quando “julgávamos” que o outro não merecia. Nós somos falhos assim mesmo, mas Deus não! É um trabalho contínuo e que precisamos exercitar todos os dias perdoar 70x7 assim como Jesus ensinou (Mateus 18:22). Este também é um ensinamento que recebemos quando Jonas se lamenta pelo arbusto que Deus providenciou em uma noite e na outra o destruiu. O Senhor questiona Jonas (cap.4, v.9): “Tens algum motivo para estares tão furioso por causa da planta?”, ao que Jonas responde que sim e repete que está muito irado e prefere a morte. É nesse momento que Deus nos mostra o quanto é capaz de perdoar e amar a sua criação. Ao ponderar que Jonas teve mais compaixão da planta que tão rapidamente surgiu como desapareceu, Ele também nos confronta das vezes em que nos compadecemos e lamentamos a perda de coisas mínimas e fúteis que podem facilmente serem substituídas ou que nem mesmo nos fariam falta. O que dizer do Criador que fez seus filhos a sua imagem e semelhança? Como poderia Ele se alegrar com a destruição de tantos homens que ouviram a sua voz (através do profeta) e finalmente reconheceram seus pecados e se arrependeram buscando perdão? Jonas lamentou, tanto por sua missão ter sido concluída com sucesso, afinal os ninivitas creram e se arrependeram, quanto por ele próprio reconhecer que Deus é “misericordioso, compassivo, longânime, rico em amor e que ameaça castigar mas se arrepende” (cap.4, v.2).

Que consigamos refletir sobre este livro, sobre as ações de Jonas e seus sentimentos e principalmente sobre o ato de amar e perdoar. Que saibamos buscar ao Senhor nos momentos de fraqueza e de medo, pois Ele é o nosso escudo e a nossa rocha, nosso Deus misericordioso e amoroso.  A Ele seja dada toda Glória!


terça-feira, 26 de julho de 2022

TE AMO Ó DEUS - CANÇÃO DE FILHOS DO HOMEM


Imagem: pt.dreamstime.com

Você já ouviu a canção Te amo ó Deus da banda Filhos do Homem?
Se ainda não conhece, sugiro que a ouça e preste atenção. Foi uma pessoa próxima quem me apresentou essa canção e me descreveu o que sente ao ouvir e cantar a letra.

Te Amo ó Deus

Te amo ó Deus da minha salvação
Não há na terra ou no céu
Rei maior que o meu
Te amo ó Deus
Príncipe da minha paz
Senhor do meu viver

Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo oh Deus
Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo oh Deus

Te amo ó Deus
Príncipe da minha paz
Senhor do meu viver
Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo oh Deus

Vou olhar em teus olhos
Vou jogar-me em teus braços
Como criança me gira no ar
Este é o instante que eu espero
Este é o momento que eu mais quero
A hora de te encontrar 

(Banda Filhos do Homem
Albúm: Somos Teus Filhos, 2001)


Esta canção tem uma letra muito bonita. Além de exaltar o nome de Deus na primeira estrofe, o autor ainda declara todo seu amor a Ele no refrão seguinte.

Te amo ó Deus da minha salvação
Não há na terra ou no céu
Rei maior que o meu
Te amo ó Deus
Príncipe da minha paz
Senhor do meu viver

Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo oh Deus
Eu te amo, eu te amo, eu te amo, eu te amo oh Deus


A Bíblia nos revela em diversas passagens que a música era uma das principais formas de louvar ao Senhor. O livro de Salmos é uma das mais ricas fontes sobre o tema.

Cantem ao Senhor um novo cântico;
cantem ao Senhor, todos os habitantes da terra!
Cantem ao Senhor, bendigam o seu nome;
cada dia proclamem a sua salvação!
(Salmos 96:1-2 NVI)


Cantem de alegria ao Senhor,
vocês que são justos;
aos que são retos fica bem louvá-lo. Louvem o Senhor com harpa;
ofereçam-lhe música com lira de dez cordas. Cantem-lhe uma nova canção;
toquem com habilidade ao aclamá-lo.
(Salmos 33:1-3 NVI)

Dizer ao Senhor o quanto o amamos em forma de música é uma maneira muito especial de adorá-lo. Por isso quando quiser falar com Deus e não achar palavras, cante um louvor. Se quiser agradecer e não parecer o suficiente, cante um louvor. Se estiver triste ou alegre, cante um louvor. Se alegre na presença do Senhor! ☝😄
E o que dizer da parte seguinte? 😍

Vou olhar em teus olhos
Vou jogar-me em teus braços
Como criança me gira no ar
Este é o instante que eu espero
Este é o momento que eu mais quero
A hora de te encontrar

Esse refrão ilustra o sentimento de uma criança que ama e se alegra na presença de seu pai. Um filho que aguarda ansiosamente sua chegada e quando ele chega se joga em seus braços para ser segurado e rodopiado no ar. Este é um sentimento genuíno de quando nos sentimos muito próximos e seguros com Deus. É tão puro e natural que desse jeito só as crianças o fazem. Confiamos em nosso Pai! Como não sentir da mesma forma que uma criança?!

Em algumas passagens da Bíblia, Jesus nos fala quão importante é que sejamos puros como as crianças. Lemos em Mateus 18:1-5 (KJ Atualizada):


Naquele momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus?”
E Jesus chamando uma criança, colocou-a no meio deles.
E disse: “Com toda certeza vos afirmo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus.
Portanto, todo aquele que se tornar humilde, com esta criança, esse é o maior no Reino dos céus.
E quem recebe uma destas crianças em meu nome a mim me recebe.”

Mais adiante, ainda no evangelho de Mateus 19:14, temos:

Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas.”

Eu quero entrar no Reino dos céus!
Nosso Deus é o nosso pai, dependemos Dele como se fôssemos crianças. Nele encontramos segurança, aconchego, alegria para os nossos dias, pois cremos no seu amor infinito. Confiamos que Ele é o nosso refúgio e que quando corremos para os seus braços com o coração quebrantado e sincero Ele nos abraça e nos cobre com seu infinito amor.